Deadline

February 22, 2007

Hoje foi o último dia para trocas na NBA. Nada muito importante aconteceu até agora: um armador reserva para lá, um armador reserva para cá, etc. E hoje também é, pelo menos por ora, o último dia para este blog. Talvez mais tarde Mike Bibby acabe em Cleveland. Talvez mais tarde eu reative este blog (ou algum dos colaboradores se inspire). Provavelmente não.

Meus posts futuros sobre esporte aparecerão no Filisteu. Os do Solon devem aparecer no no Proverbial (em inglês).

Quadrinhos e Esportes - 1

Superman and Muhammad Ali

Quadrinhos e Esportes - 2

Quadrinhos e Esportes - 3

(Aqui também tem basquete, esqui e natação.)

Quadrinhos e Esportes - 4

NFL Superpro #1

John Amaechi

February 9, 2007

LZ Granderson tem a melhor perspectiva sobre John Amaechi, o ex-pivô da NBA que saiu do armário recentemente. A única coisa que tenho a adicionar é que ainda quero ver um atleta masculino e de qualidade (e não um coadjuvante menor como foi Amaechi), de um esporte grande (NBA, MLB, NFL) usar sua sexualidade como ferramenta de marketing, assim como tantos usam sua religiosidade, etnia, cultura, etc.

Para um ponto de vista contrário, eu sugiro Kevin Arnovitz (fã do Clippers e editor do Fraywatch da Slate). E a discussão sobre a relativa raridade de atletas saindo do armário no Marginal Revolution também está bem interessante. O ponto que Steve Sailer faz sobre mortes por AIDS na década de 80, por exemplo, é interessante (mas outros, bem: caveat lector).

Notas 30/01

January 30, 2007
  • Steve Levitt, autor de Freakonomics, escreve sobre a estranha presença de lutadores de sumô mongóis na mídia japonesa.
  • Mark Cuban, bilonário nerd e dono do Dallas Mavericks, discute aleatoriedades esportivas.
  • Um ano atrás, Joakim Noah era o principal jogador do campeão da NCAA. Se tivesse entrado no draft, teria sido a primeira escolha com certeza. Agora ele é considerado a quarta melhor opção. Provavelmente vai cair mais quando (a) não for campeão de novo ou (b) algum piralho dois anos mais novo brilhar em março. O que não seria grave se não fosse algo que absolutamente todas as pessoas que se interessam pelo assunto previram.
  • Se você não sabe quem vai disputar o Super Bowl e que Barbaro morreu, então você não se interessa de verdade pelas informações.
  • As perguntas mais estúpidas do Super Bowl. Não tão divertido quanto as contusões mais estúpidas do beisebol, mas divertido ainda assim.
  • Machos.

Moneypigskin

January 28, 2007

Para quem se interessa por beisebol e por futebol americano, Russ Roberts entrevistou Michael Lewis, autor de Moneyball e do novo The Left Tackle. É necessário uma certa quantidade de força de vontade também, porque é mais de uma hora, em inglês, sobre os métodos de Billy Beane no Oakland A’s, sobre a absoluta idiotice que é o mercado esportivo universitário nos EUA e sobre um jovem (negro, sem-teto, analfabeto) que se deu bem na vida.

Notas 19/01

January 19, 2007
  • Os fãs mais nerds da NHL fizeram campanha por um jogador obscuro. O resultado foi desonestidade, desrespeito e incompetência generalizada por parte da liga.
  • Ano passado e retrasado, poucas equipes da NBA fizeram trocas antes da data-limite. Este ano, já vimos um troca de um grande jogador (Iverson para Denver), cortes significativos (Webber em Philly), uma troca pequena (Boykins para Milwaukee) e, agora, uma troca grande, envolvendo oito jogadores (Harrington, Jackson e Saras por Dunleavy, Murphy e Diogu). E os boatos é que estas estão longe de ser as últimas trocas antes da avalanche geral que costuma envolver a data-limite. E se Eddie Jones e Steve Francis não tiverem contratos novos, e Corey Maggette e Brent Barry não estiverem em equipes novas, antes do fim da temporada, eu ficarei extremamente surpreso.
  • Aposentar-se é preciso. Sério.

Detroit vai ao fundo do poço

January 15, 2007

Muito para meu horror e desprazer, o Detroit Pistons pretende:

  • Contratar Chris Webber, possivelmente o pior defensor da liga neste momento, um dos egos mais inflados e um dos maiores amarelões da história do basquete, para ser o terceiro ou quarto PF/C na rotação (ou até, ai minha Santa Aquerupita, um titular!).
  • Trocar um de seus PF/C (Antonio McDyess, Dale Davis e/ou Nazr Mohammed) pelo armador Marko Jaric, atualmente o terceiro PG do Minnesota Timberwolves. Jaric, de quem eu costumava gostar, foi inconsistente como Clipper e um desastre como T-Wolf. Com um contrato inchadíssimo, um corpo frágil e um cérebro inoperante, Jaric é exatamente o tipo de jogador que Detroit teve sucesso em evitar nos últimos anos.

Até o final de 2007, Chauncey Billups vai estar usando outro uniforme. E não será, infelizmente, o único.

Rubinho censura

January 11, 2007

Rubens Barrichello está nos noticiários, e naturalmente não este feito não se deve às suas proezas no volante. Não há muito de original que eu possa adicionar ao assunto, então sugiro apenas a leitura dos comentários do Solon, Láudano e Träsel. E tentem lembrar daquela época em que o Brasil ainda se importava de verdade com a Fórmula 1.

Double-Header!

January 5, 2007

Hoje a ESPN nos brinda com dois jogos. Então, atualizarei este post com comentários aleatórios sobre os jogos (Dallas e San Antonio, Phoenix e Miami, se entendi bem os horários).

(more…)

você imagina Ronaldinho capitão?

December 20, 2006

Ele é mortal, vimos na Alemanha, provou o Inter de Ceará no Japão e comprovou em Zurique o zagueiro Fabio Cannavaro, eleito craque do ano. E, no entanto, 2006 parecia ser o grande ano de Ronaldinho.

A imprensa brasileira é tão afeita à criação de mitos que parece incapaz, quando estes demonstram sua falibilidade, de aceitar a realidade. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso futebolístico sabe que o campeonato espanhol é uma enganação, a versão européia do campeonato carioca. E quem bem se lembra do jogo que decidiu o campeão europeu, entre Barcelona e Arsenal, deve se lembrar que o resultado não pode ser creditado apenas a Ronaldinho.

De fato, não deveria ser difícil reconhecer que, por mais que esteja tecnicamente no nível de Maradona e Pelé, ele não é um jogador decisivo. Ronaldinho só brilha, só encanta quando o resto do time funciona para este fim. A lesão de Eto’o, em especial, parece ter afetado bastante seu jogo, lhe privando de uma referência dentro da área e liberando defesas adversárias para se concentrarem mais nele e em Deco - este sim um jogador capaz de mostrar raça e determinação em momentos de adversidade.

Na seleção, Ronaldinho parece perdido em um sistema de jogo que não privilegia nenhum jogador em especial, e onde ele não tem a liberdade que encontra no Barcelona. Neste, ele continua perigosíssimo e genial, mas como mostrou no jogo contra o Inter (e em alguns outros nesta temporada, como a derrota para o Sevilla na Supercopa européia), não é aquele jogador que é a referência do time em momentos de dificuldade, que centraliza o jogo e obriga os companheiros a jogar melhor.

Não por acaso, a braçadeira de capitão do time fica no braço de Puyol, e parece pouco provável que fosse sua caso o zagueiro estivesse fora do jogo. Na seleção, igualmente, parece difícil imaginá-lo como maestro do time como o hoje treinador Dunga já fez em outras épocas. Por outro lado, tanto Cannavaro quanto Zidane, que este ano concorreram com ele pelo título de melhor do mundo (dado ao zagueiro do Real Madrid e da Itália campeã do mundo), são capitães de suas seleções e certamente podem ser considerados o tipo de jogador que obriga seus companheiros a sempre darem o melhor de si.

Nada disso, claro, diminui as qualidades de Ronaldinho, nem lhe faz merecedor do apelido de “Amarelinho” dado pelos colorados. Ele é, sem sombra de dúvida, um jogador em um nível diferente do resto do mundo em termos técnicos, além de ter uma visão de jogo e uma capacidade de servir seus companheiros invejáveis. Apenas não se deve esperar, ao menos atualmente, que ele seja sempre um jogador decisivo, capaz de inspirar aqueles à sua volta e fazê-los jogadores melhores. Quem sabe venha a ser.

10 jogadores expulsos em fim de jogo

December 17, 2006

É só passar a noite longe do computador que, ao abrir a ESPN, vejo isto.

Flâmulas e Teoria dos Preços

December 14, 2006

No Gustibus, uma menina de onze anos emociona seu pai com uma mistura de esperança colorada e sabedoria econômica:

- Mãe, comprar uma bandeira do Inter hoje porque ele vai ser campeão no domingo?
- Não filha, a gente compra na segunda.
- Mãe, depois que ele for campeão, vai estar mais caro.

Então, colorados, o seu teste de fé no Inter é simples: se você acha que seu time vai derrotar o Barcelona, comprará a bandeira hoje ou amanhã. Se acha que vai voltar derrotado para Porto Alegre, comprará sua bandeira na segunda-feira. Gremistas de tendência secadora particularmente forte estão em um dilema espelhado.